Brasília, 3 de dezembro de 2025 – A Polícia Federal desencadeou nesta quarta-feira (3) a Operação Power OFF, direcionada à desarticulação de um grupo acusado de comercializar ataques de negação de serviço distribuída (DDoS) para derrubar páginas e sistemas de órgãos públicos.
Os agentes cumprem quatro mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária em São Paulo (SP), São Caetano do Sul (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Tubarão (SC). A investigação, que contou com apoio do FBI, aponta que a organização ofertava “booters” e “stressers”, serviços que sobrecarregam servidores com milhões de requisições simultâneas e tiram portais do ar.
Entre os alvos dos ataques atribuídos ao grupo estão estruturas estratégicas nacionais, como a própria Polícia Federal, o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), a Dataprev e o Centro Integrado de Telemática do Exército Brasileiro. Os investigados podem responder por associação criminosa e interrupção ou perturbação de serviço telemático ou de informação de utilidade pública, conforme o Código Penal.
O que é um ataque DDoS
No modelo de negação de serviço distribuída, criminosos direcionam tráfego massivo e simultâneo a um alvo específico, deixando o site lento ou completamente inacessível. Diferentemente de invasões voltadas ao roubo de dados, o DDoS tem como propósito principal a indisponibilidade do serviço.
Ação conjunta e cooperação internacional
A Operação Power OFF envolve órgãos policiais, entidades acadêmicas e agências estrangeiras. Segundo a PF, a iniciativa reforça o compromisso de proteger infraestruturas críticas e responsabilizar quem utiliza esse tipo de serviço ilícito.
Operação Intolerans
Na véspera, terça-feira (2), a corporação executou a Operação Intolerans, voltada a ataques DDoS que afetaram sites de deputados federais favoráveis ao Projeto de Lei nº 1904/2024. Mandados de busca foram cumpridos em São Paulo (SP) e Curitiba (PR). As investigações seguem para identificar todos os envolvidos.
Imagem: Polícia Federal
Entre as páginas atingidas estavam as dos deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Alexandre Ramagem (PL-RJ), Bia Kicis (PL-DF) e outros parlamentares, que relataram instabilidade e substituição de conteúdos em seus domínios oficiais.
As duas operações integram a estratégia da Polícia Federal de intensificar o combate a crimes cibernéticos que ameaçam serviços essenciais e a comunicação de órgãos públicos.
Com informações de WizyThec

