O Brasil celebra em 2 de dezembro o Dia Nacional da Astronomia, data que coincide com o aniversário de Dom Pedro II e lembra o papel decisivo do imperador no desenvolvimento da pesquisa espacial no país.
Imperador patrono da astronomia
Reconhecido como um dos mais importantes astrônomos amadores nacionais, Dom Pedro II financiou projetos científicos e manteve contato próximo com figuras como os franceses Urbain Le Verrier, descobridor de Netuno, e Nicolas Camille Flammarion, divulgador da ciência no século XIX.
O monarca custeou a modernização do Imperial Observatório do Rio de Janeiro (IORJ) — atual Observatório Nacional — equipando-o com instrumentos de ponta e profissionais especializados. Também patrocinou mais de 150 bolsas de estudo e manteve o instituto alinhado aos padrões internacionais da época.
Registros e observações próprias
Dom Pedro II não se limitou ao mecenato. No Museu Imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro, estão preservados 29 cadernos com anotações astronômicas escritas por ele. Entre os trabalhos, destacam-se estudos sobre o trânsito de Vênus, cuja observação em 1882 contou com um posto avançado — o Observatório Pedro II — instalado na Ilha de São Thomas, nas Ilhas Virgens.
Entrevista relembra contribuição histórica
Os feitos do imperador foram tema do programa Olhar Espacial, exibido na última sexta-feira (28). O apresentador Marcelo Zurita conversou com a astrônoma amadora Alexia Lage, que há uma década se dedica à divulgação científica. Alexia é cofundadora do canal AstroNEOS, coordenadora do Grupo de Reconhecimento e Estudos do Céu (GREC) do Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais (CEAMIG) e autora da coluna “Largue o cel e olhe para o céu”.
Imagem: Delfim Câmara
Durante a entrevista, ela ressaltou que o imperador “fomentou a astronomia no Brasil” e “merece ser considerado o patrono dos estudos espaciais nacionais”. Segundo a pesquisadora, o interesse de Dom Pedro II pela ciência ajudou a projetar o país em feiras internacionais conhecidas como Exposições Universais.
A data de 2 de dezembro permanece, portanto, como um tributo ao monarca que transformou o Brasil em referência na observação do céu no século XIX.
Com informações de WizyThec

