O vulcão Hayli Gubbi, na região de Afar, norte da Etiópia, voltou à atividade no domingo (23) após um período estimado de 11.700 anos sem registros de erupção.
De acordo com informações de WizyThec, a erupção teve início por volta das 5h30 (horário de Brasília) e a fase explosiva foi dada como encerrada às 17h do mesmo dia. A coluna de cinzas alcançou aproximadamente 13.700 metros de altitude, superando 13 quilômetros e avançando inicialmente em direção ao nordeste, cobrindo territórios do Iêmen e de Omã.
Imagens de satélite do Centro de Alerta de Vulcões de Toulouse (VAAC) confirmaram a presença da pluma vulcânica. Na segunda-feira (24), o material particulado continuou a se deslocar, atingindo o norte da Índia e partes da China.
Atividade tectônica
O Hayli Gubbi situa-se no encontro da placa Arábica com as placas Núbia e Somali, segmentos da placa Africana em processo de separação no Vale do Rift. A dinâmica aumenta a probabilidade de eventos vulcânicos na região.
Risco avaliado
Até o momento não há registro de vítimas. Autoridades locais monitoram possíveis impactos nas plantações, já que a queda de cinzas pode comprometer pastagens e, consequentemente, o abastecimento de alimento para o gado.
Imagem: EUMETSAT
Especialista explica
A vulcanóloga Arianna Soldati, da Universidade Estadual da Carolina do Norte, lembrou que, enquanto houver condições para formação de magma, um vulcão pode voltar a entrar em erupção mesmo após milhares de anos sem atividade.
Com informações de WizyThec

