Estudo sugere que civilizações alienígenas podem trocar mensagens com flashes de luz, como vaga-lumes

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Um estudo preliminar publicado no servidor de pré-impressão arXiv propõe que sociedades extraterrestres tecnologicamente avançadas possam se comunicar por meio de sinais luminosos pulsantes, comparáveis aos clarões emitidos por vaga-lumes. A hipótese coloca em xeque o foco tradicional da busca por inteligência extraterrestre (SETI), que prioriza transmissões de rádio e assinaturas de calor de megaestruturas.

De acordo com os autores, esse modelo de procura reflete um viés antropocêntrico, já que parte da premissa de que outras espécies utilizariam tecnologias semelhantes às humanas. “Levar em consideração a comunicação não humana é essencial se quisermos ampliar nossa intuição”, afirmou Estelle Janin, pesquisadora da Universidade Estadual do Arizona e coautora do trabalho, ao Universe Today.

Análise de 150 pulsares

Para testar o conceito, a equipe examinou os padrões de emissão de mais de 150 pulsares — estrelas de nêutrons que enviam feixes regulares de radiação — em busca de sequências que pudessem indicar flashes intencionais. Nenhuma evidência artificial foi encontrada, mas os cientistas estabeleceram critérios que poderão ajudar a reconhecer sinais suspeitos no futuro.

Por que luz em vez de rádio?

Os pesquisadores argumentam que civilizações maduras talvez já tenham superado o uso massivo de ondas de rádio, adotando sinais de luz pulsante mais eficientes. Um processo semelhante ocorre na Terra, onde a migração para comunicações via satélite direcionadas torna o planeta cada vez mais silencioso em radiofrequências para um observador distante.

A metáfora dos vaga-lumes

Assim como esses insetos utilizam sequências específicas de brilho químico para se reconhecer e encontrar parceiros, uma sociedade alienígena poderia empregar padrões luminosos complexos como faróis repetitivos para indicar “estamos aqui” ao cosmos. O estudo não afirma ter detectado tais mensagens, mas recomenda que a comunidade científica amplie as metodologias de busca e incorpore conhecimentos sobre comunicação animal para evitar perder possíveis sinais não humanos.

Os autores defendem que, ao superar limitações antropocêntricas, iniciativas futuras de SETI poderão aumentar as chances de identificar civilizações que emitam sinais até agora invisíveis aos nossos instrumentos.

Com informações de WizyThec

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