São Paulo, 10 de novembro de 2025 – A sonda Solar Orbiter, da Agência Espacial Europeia (ESA), registrou pela primeira vez uma imagem nítida da dinâmica do campo magnético do Sol nos polos, região que até agora permanecia pouco compreendida.
Quem, onde e como
Lançada em fevereiro de 2020, a Solar Orbiter percorre órbitas alongadas em torno da estrela. Em março deste ano, a nave deixou o plano orbital usual das demais sondas e passou a inclinar sua trajetória em 17°, garantindo visão privilegiada das regiões polares.
O que foi observado
Entre 16 e 24 de março, instrumentos a bordo coletaram dados de fluxos de plasma e do campo magnético solar. Os resultados, divulgados na revista Astrophysical Journal Letters, exibem:
- Detalhes inéditos da supergranulação – células de plasma duas a três vezes maiores que a Terra – no polo sul;
- A chamada “rede magnética”, formada quando fluxos horizontais de plasma carregam as linhas de campo até as bordas dessas células;
- Velocidade do campo magnético em direção aos polos estimada entre 10 e 20 metros por segundo, valor superior ao indicado por medições anteriores.
Por que importa
O Sol passa por ciclos de atividade de aproximadamente 11 anos, alternando entre máximos e mínimos solares. Compreender como o campo magnético se comporta perto dos polos é essencial para explicar erupções solares, tempestades geomagnéticas e outras manifestações que podem impactar sistemas de comunicação e redes elétricas na Terra.
Ainda não está claro se o fluxo magnético desacelera nas latitudes extremas, o que ajudaria a justificar diferenças em estudos anteriores. Novas passagens da Solar Orbiter, combinadas a dados da sonda Parker Solar Probe da NASA, devem refinar essas medições.
Imagem: Internet
Os pesquisadores ressaltam que as informações obtidas oferecem uma base mais sólida para modelos que descrevem o ciclo solar e sua influência no ambiente espacial.
Com informações de WizyThec

