Pesquisadores da Acoustical Society of Japan testaram um alerta sonoro baseado em ruído rosa para aumentar a percepção de veículos elétricos em baixa velocidade, reduzindo riscos para pedestres, ciclistas e pessoas com deficiência visual.
A equipe, liderada pela pós-graduanda Mei Suzuki, buscou criar “sons intencionais” em vez de beeps convencionais. O grupo partiu de onomatopeias que sugerem a passagem silenciosa de um automóvel e filtrou o ruído rosa para concentrar mais energia nas frequências graves.
Como foi o estudo
Os ensaios envolveram voluntários em ambiente de estúdio e em vias reais submetidas a ruído urbano, tráfego e obras. Cada amostra sonora foi avaliada pela facilidade de detecção e sensação de urgência.
Entre todas as opções, destacou-se o ruído rosa com distribuição desigual de energia em todo o espectro. Esse sinal foi percebido mais claramente do que beeps ou tons agudos, mantendo-se audível mesmo quando sons de fundo competiam pela atenção do ouvinte.
Por que frequências graves ajudam
Segundo Suzuki, a ênfase em frequências mais baixas impede que o alerta seja abafado por barulhos típicos das cidades, proporcionando aviso mais precoce da aproximação do veículo.
Imagem: Pawel Czerwinski
Próximos passos
O grupo pretende aplicar o mesmo conceito a dispositivos de micromobilidade, como bicicletas e patinetes elétricos, áreas ainda pouco exploradas em termos de sinalização sonora.
Atualmente, montadoras já são obrigadas a incluir alertas sonoros em seus elétricos de baixa velocidade, mas a escolha do tom é livre. O ruído rosa filtrado surge como candidato a padrão mais eficaz para preservar a segurança de todos que dividem as ruas.
Com informações de WizyThec

