Um boato que voltou a circular nas redes sociais afirma que, como a Terra gira de oeste para leste a mais de 2 000 km/h, aviões que voam no sentido contrário deveriam chegar ao destino mais rápido. Físicos ouvidos pelo portal IFLScience reforçam que a ideia ignora princípios básicos de movimento e da própria atmosfera.
Inércia mantém tudo girando junto
Quando uma pessoa está em pé, salta ou embarca em um avião, ela já se desloca na mesma velocidade em que o planeta gira. Esse comportamento é resultado da inércia: um corpo em movimento tende a permanecer na mesma velocidade e direção até que uma força externa aja sobre ele. É o motivo pelo qual, ao pular, o indivíduo volta a tocar o solo praticamente no mesmo ponto, em vez de aterrissar quilômetros a oeste.
Atmosfera não fica parada
Outro equívoco comum é presumir que a atmosfera permaneça estática enquanto a Terra gira. O atrito entre a superfície e as camadas de ar faz com que a atmosfera também gire, evitando ventos permanentes de milhares de quilômetros por hora que inviabilizariam a vida. Com isso, aviões, passageiros e o próprio ar compartilham a mesma velocidade de rotação do planeta.
Ventos de altitude influenciam mais que a rotação
A rotação terrestre interfere indiretamente no tempo de voo por meio das correntes de jato, faixas de ventos rápidos em grandes altitudes. De acordo com a NASA, esses fluxos resultam da combinação entre a rotação do planeta e a diferença de aquecimento entre o equador e os polos. Por essa razão, rotas em direção ao leste costumam ser ligeiramente mais curtas do que trajetos no sentido oposto.
Imagem: muratart
Em resumo, a duração de um voo depende principalmente de rotas, condições meteorológicas e correntes de ar, não da expectativa de “esperar” o planeta passar por baixo da aeronave.
Com informações de WizyThec

