Jensen Huang, diretor-executivo da Nvidia, revisou suas declarações sobre a supremacia chinesa em inteligência artificial poucas horas depois de afirmar que Pequim superaria os Estados Unidos nessa área.
Na manhã de quarta-feira, 5 de novembro de 2025, Huang declarou que a China levaria vantagem por contar com custos de energia menores e regras regulatórias mais flexíveis, cenário que, segundo ele, poderia tirar dos EUA a liderança tecnológica.
Horas mais tarde, a Nvidia divulgou comunicado no qual o executivo ajustou o discurso. “A China está apenas nanossegundos atrás dos Estados Unidos em IA”, afirmou Huang no texto, acrescentando que é “vital para os EUA atrair desenvolvedores de todo o mundo”.
Entre duas potências
A empresa ocupa posição delicada na disputa tecnológica entre Washington e Pequim. Huang já se manifestou contra as restrições de exportação impostas pela Casa Branca aos chips produzidos pela Nvidia. Depois de reuniões com o então presidente Donald Trump, a companhia conseguiu autorização para vender alguns modelos à China, mas o governo chinês respondeu bloqueando aquisições, numa estratégia para fortalecer a indústria local de semicondutores.
Guerra dos chips
Os Estados Unidos buscam impulsionar a produção interna de componentes e, ao mesmo tempo, limitar o acesso chinês a semicondutores avançados. Além de proibir a exportação dos chips mais sofisticados, Washington restringe a venda de insumos, equipamentos, tecnologia e software que possam ser usados pela indústria chinesa.
Imagem: Muhammad Alimaki
As medidas incluem ainda a proibição de que cidadãos norte-americanos participem de atividades que apoiem a fabricação de semicondutores de ponta na China, como manutenção de máquinas, consultoria ou intermediação de entregas. O governo dos EUA também trabalha para evitar que os produtos cheguem à China por meio de terceiros países.
Até o momento, Jensen Huang mantém a estratégia de não se indispor publicamente com nenhuma das duas principais economias do planeta, enquanto a Nvidia tenta equilibrar interesses comerciais em meio ao acirramento das restrições.
Com informações de WizyThec

