Pesquisadores da Universidade de Missouri descobriram que algumas plantas conseguem diferenciar vibrações ambientais inofensivas do som característico produzido pelas mandíbulas de lagartas. Ao perceber o ataque iminente, esses vegetais ativam rapidamente defesas químicas capazes de tornar as folhas indigestas ou tóxicas para o invasor.
Como funciona a “audição” vegetal
A equipe verificou que tecidos sensíveis das folhas captam o padrão vibratório específico da mastigação. O sinal mecânico percorre as células da planta, emitindo um alerta interno de perigo.
Resposta química imediata
Uma vez acionada, a planta aumenta a síntese de substâncias tóxicas — entre elas os glucosinolatos — que repelem ou até envenenam o predador. Experimentos mostraram que:
- Mastigação real causa elevação acentuada na produção de veneno, levando a lagarta a abandonar a folha;
- Vibração do vento não provoca qualquer reação defensiva;
- Sons gravados de mastigação, reproduzidos por alto-falante, também intensificam as defesas, funcionando como prevenção.
Filtro de ruídos
O estudo indica que o sistema sensorial vegetal ignora estímulos como vento ou cantos de insetos que não representam ameaça física, poupando energia para momentos em que o risco é real.
Imagem: inteligência artificial
Segundo os autores, a precisão na detecção acústica reforça a complexidade das estratégias de sobrevivência das plantas em ecossistemas competitivos.
Com informações de WizyThec

