Frio na barriga dos filmes de terror aciona resposta de sobrevivência e gera euforia, indicam pesquisadores

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Sentir medo durante um filme de terror ativa no corpo humano quase os mesmos mecanismos de alerta usados em situações de ameaça real, mas com um final bem diferente: uma onda de prazer. A conclusão faz parte de uma análise divulgada pela emissora norte-americana PBS Newshour sobre a chamada “ciência do medo”.

Como o cérebro reage

Segundo os especialistas, o processo começa quando a amígdala cerebral identifica um estímulo ameaçador — som ou imagem — e coloca o organismo em estado de hipervigilância. Em seguida, ocorre uma cascata hormonal que envolve adrenalina, noradrenalina e cortisol, preparando músculos e sentidos para lutar ou fugir.

Na etapa seguinte, o córtex frontal percebe que o ambiente é seguro — a poltrona do cinema ou o sofá de casa — e libera endorfina e dopamina. Esse “alívio consciente” converte o susto em sensação de euforia, explicando por que o público procura conscientemente um estado de tensão que, no fim, se torna gratificante.

Sinais físicos imediatos

Durante a exibição de um filme de terror, a fisiologia humana apresenta:

  • dilatação das pupilas para captar mais luz;
  • aumento súbito da frequência cardíaca;
  • tensão muscular reflexa.

Embora esses sintomas se assemelhem a uma situação de perigo real, a ausência de risco verdadeiro impede que o medo provoque trauma. Em vez disso, gera um pico de energia seguido de relaxamento.

Comparação entre medo real e medo no cinema

Os pesquisadores resumem o contraste da seguinte forma:

  • Fonte de perigo — ameaça física real x estímulo fictício;
  • Hormônio predominante — cortisol x dopamina;
  • Resultado — esgotamento e estresse x euforia e relaxamento.

Raiz evolutiva

A explicação biológica também está ligada à ancestralidade humana. Em eras passadas, respostas rápidas ao perigo eram essenciais para a sobrevivência. Hoje, sem predadores constantes, o cérebro encontra nos filmes de terror uma forma segura de exercitar esses circuitos, funcionando como um “simulador” que testa limites psicológicos sem consequências físicas duradouras.

Ao término da sessão, a sensação de missão cumprida reforça a busca por novas experiências assustadoras, alimentando o sucesso contínuo de produções do gênero.

Com informações de WizyThec

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