A chuva de meteoros Leônidas atinge seu ponto máximo na madrugada desta segunda-feira, 17 de novembro, quando a Terra cruza a esteira de detritos deixada pelo cometa 55P/Tempel-Tuttle. O fenômeno poderá ser visto a olho nu em todo o Brasil, desde que o céu esteja limpo.
Segundo especialistas, entre 1h e 3h (horário de Brasília) surgirão os primeiros riscos luminosos. Depois desse horário, o fluxo tende a aumentar. Em anos regulares, de 10 a 15 meteoros riscam o firmamento a cada hora, mas a chuva já produziu surtos muito mais intensos, com centenas de ocorrências no mesmo intervalo.
Condições favoráveis
A Lua encontra-se no início da fase nova, quase sem brilho, o que reduz a iluminação ambiente e favorece a observação. O radiante — ponto do céu de onde parecem partir os meteoros — localiza-se na constelação de Leão, que nasce a leste, na mesma direção do nascer do Sol.
Em São Paulo, o guia InTheSky.org calcula que o radiante atinja até 38° de altitude. Nesse cenário, a estimativa é de cerca de nove meteoros por hora no pico. Aplicativos como Star Walk, Stellarium ou SkySafari ajudam a identificar a região exata do céu em cada cidade.
Características e origem
Os rastros das Leônidas costumam ser longos e esverdeados, resultado da composição do cometa Tempel-Tuttle, cujo período orbital é de aproximadamente 33 anos. A passagem mais recente ocorreu em 1998; o próximo retorno está previsto para 2031.
Quem não conseguir observar na primeira noite terá novas oportunidades: a atividade prossegue na madrugada seguinte e perde força gradualmente até o fim do mês.
Imagem: James Reynolds via EarthSky.org
Momentos históricos
A chuva de meteoros já protagonizou grandes espetáculos. Em 1833, registrou-se a primeira “tempestade” moderna, com cerca de 100 mil meteoros por hora. O evento impulsionou a compreensão de que esses corpos têm origem espacial. Outra demonstração marcante ocorreu em 1966, quando observadores na América do Norte viram 40 a 50 meteoros por segundo durante 15 minutos.
Com o avanço da computação, a previsão de 1999 foi a primeira feita com precisão. Modelos atuais indicam que a próxima grande exibição deve ocorrer em 17 de novembro de 2033, possivelmente com até 400 meteoros por hora.
Com informações de WizyThec

