A OpenAI acertou, nesta segunda-feira (27), um acordo com o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, que encerra uma investigação sobre a legalidade de sua estrutura societária e garante a permanência da companhia no estado. O entendimento elimina o principal obstáculo para que a empresa, liderada por Sam Altman, inicie um processo de oferta pública de ações (IPO) a partir de 2027.
Pelo pacto, a OpenAI concorda em adotar regras rígidas de governança e transparência. Entre os compromissos estão a comunicação prévia — com no mínimo três semanas de antecedência — de qualquer mudança relevante no modelo de negócios e a manutenção da independência do conselho da OpenAI Foundation, entidade sem fins lucrativos que detém o controle da companhia.
A empresa também instituirá um comitê de segurança capaz de suspender o lançamento de novos modelos de inteligência artificial caso identifique riscos significativos. “A Califórnia é minha casa e estou feliz por termos resolvido tudo da melhor forma”, afirmou Altman na rede social X.
Segundo o Wall Street Journal, a negociação envolveu meses de lobby. O prefeito de San Francisco, Daniel Lurie, defendeu a permanência da companhia na cidade, enquanto a ex-senadora Laphonza Butler articulou apoio dentro do Partido Democrata. Bonta estava preparado para mover uma ação judicial, mas o entendimento final evitou a disputa nos tribunais.
Questões de segurança também estiveram na mesa. Em setembro, os procuradores-gerais da Califórnia e de Delaware enviaram carta conjunta à OpenAI manifestando preocupação com relatos de interações traumáticas de usuários com o ChatGPT. Altman respondeu anunciando novas salvaguardas para menores e controles parentais. Após as mudanças, Bonta declarou ver “comprometimento autêntico” do executivo com a segurança digital.
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Com o impasse regulatório superado, a companhia se aproxima de uma das maiores aberturas de capital já cogitadas no setor de tecnologia. Altman reconhece que a listagem é “provável”, mas condiciona o cronograma às condições de mercado e a futuras exigências regulatórias.
Com informações de WizyThec

