A Microsoft não pretende lançar ferramentas de inteligência artificial voltadas a erotismo ou simulações sexuais, afirmou o CEO da divisão de IA da empresa, Mustafa Suleyman. A declaração foi feita durante o Paley International Council Summit, realizado em Menlo Park, Califórnia, na última semana.
“Esse não é um serviço que iremos fornecer”, disse Suleyman, acrescentando que outras companhias podem seguir por esse caminho. A fala ocorreu poucos dias depois de Sam Altman, CEO da OpenAI, anunciar planos para permitir que adultos verificados utilizem o ChatGPT para criar conteúdo erótico, justificando que a empresa “não é a polícia moral do mundo”.
Relação tensa com a OpenAI
A Microsoft continua como principal investidora e parceira de nuvem da OpenAI, mas recentes movimentos indicam desgaste entre as duas empresas. A OpenAI firmou acordos com concorrentes como Google e Oracle, enquanto a Microsoft reforça produtos próprios de IA, entre eles o Copilot AI.
O assistente da Microsoft agora inclui um recurso interativo chamado Mico, que participa de chamadas de voz e muda de cor para demonstrar emoções.
Alerta contra apelo sexual em chatbots
Suleyman tem se posicionado de forma cautelosa sobre os limites da IA. Em agosto, publicou o ensaio “Devemos construir IA para pessoas; não para ser uma pessoa”, no qual defende a criação de sistemas que não aparentem consciência.
No evento na Califórnia, o executivo citou exemplos de chatbots e avatares com temática sexual, como o Grok, de Elon Musk, que oferece personagens inspirados em animes. “Isso é muito perigoso”, alertou. Para Suleyman, é preciso tomar decisões conscientes para evitar esse tipo de aplicação.
Imagem: ShU studio
Próximos passos
A Microsoft não detalhou quais políticas adotará para impedir que usuários utilizem suas ferramentas com fins eróticos, mas Suleyman reiterou que a empresa seguirá distanciada desse segmento.
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Com informações de WizyThec

