Lontras marinhas desenvolveram duas estratégias principais para permanecer no mesmo ponto enquanto descansam no mar aberto, informa o Monterey Bay Aquarium. Além de se enrolarem em mantos de kelp, elas costumam dar as mãos a outras lontras, formando verdadeiras “jangadas” que mantêm o grupo unido e seguro.
Algas atuam como âncora natural
As folhas longas do kelp, algas gigantes fixas ao fundo do oceano, servem como amarra natural. Ao prender o corpo nesses mantos, o animal evita ser levado pelas correntes, mesmo quando elas ficam mais fortes durante a noite.
Força do coletivo
Quando o descanso ocorre em grupo, as lontras se posicionam lado a lado e entrelaçam as patas dianteiras. Formam-se “jangadas” com até 100 indivíduos que:
- Reduzem o risco de separação durante o sono;
- Aumentam a vigilância contra predadores, já que mais olhos ficam atentos ao redor;
- Protegem filhotes e animais mais vulneráveis.
Outros hábitos essenciais
Os cientistas destacam ainda comportamentos que favorecem a sobrevivência da espécie:
Imagem: inteligência artificial
- Cuidado com o pelagem: limpeza frequente com as patas garante isolamento térmico e maior flutuabilidade;
- Uso de ferramentas: pedras ajudam a abrir conchas e acessar alimento com facilidade;
- Metabolismo acelerado: consumo diário equivalente a 25% do próprio peso mantém a temperatura corporal em águas frias.
A dependência das florestas de kelp torna a saúde desses ecossistemas submarinos crucial para o bem-estar das lontras marinhas. Sem as algas para ancoragem, elas precisariam gastar mais energia nadando para se manter em posição, comprometendo atividades como caça e reprodução.
Com informações de WizyThec

