Os feeds de redes sociais deixaram de exibir publicações em ordem cronológica e passaram a ser organizados por algoritmos que analisam o comportamento de cada usuário para decidir o que será mostrado primeiro.
Quatro etapas de seleção
Ao abrir o aplicativo, o sistema realiza um mapeamento de todo o conteúdo recém-publicado por perfis que o usuário segue e por contas semelhantes. A partir daí, o processo segue quatro pilares:
1. Coleta de publicações: o algoritmo reúne fotos, vídeos e anúncios disponíveis para exibição.
2. Análise de comportamento: em seguida, avalia dados como curtidas, comentários, tempo de visualização e interações com cada perfil.
3. Previsão de interesse: com base nesses sinais, o sistema estima a probabilidade de o usuário engajar com conteúdos semelhantes. Por exemplo, se alguém curte três vídeos de culinária pela manhã, a plataforma tende a mostrar um quarto vídeo sobre o mesmo tema.
4. Pontuação de relevância: cada postagem recebe uma nota. As que alcançam as maiores classificações aparecem no topo do feed, o que faz com que dois usuários que seguem as mesmas contas ainda tenham timelines bem diferentes.
Imagem: Reprodução
Consequência: bolhas de filtro
Embora a personalização facilite encontrar assuntos de interesse, ela também pode restringir a diversidade de opiniões, criando as chamadas “bolhas de filtro”, nas quais o usuário é exposto quase exclusivamente a pontos de vista semelhantes aos seus.
Essas etapas explicam por que promoções de viagens ou tutoriais sobre um novo hobby aparecem poucos minutos depois de uma simples conversa ou pesquisa, reforçando a sensação de que as plataformas “adivinham” preferências em tempo real.
Com informações de WizyThec

