Quem: Equipe internacional liderada por Andrew Levan, da Universidade Radboud (Holanda) e Universidade de Warwick (Reino Unido), com apoio de diversos observatórios.
O que: Detecção e confirmação da supernova GRB 250314A, acompanhada por um raro surto de raios gama.
Quando: A explosão ocorreu há 13 bilhões de anos; os primeiros sinais foram captados em 14 de março e a confirmação definitiva veio em 1º de julho.
Onde: Profundezas do Universo, numa galáxia situada quando o cosmos tinha apenas 730 milhões de anos.
Como: Observações sucessivas do satélite SVOM, do Observatório Swift, do Telescópio Óptico Nórdico, do Very Large Telescope e, finalmente, do Telescópio Espacial James Webb.
Por que é importante: É a supernova mais distante já registrada e um dos raros surtos de raios gama observados no primeiro bilhão de anos do Universo.
Sequência de detecção
• 14 de março: o satélite franco-chinês SVOM identificou um potente surto de raios gama vindo de 13 bilhões de anos atrás.
• 90 minutos depois: o Observatório Swift, da NASA, detectou o mesmo evento em raios X e definiu sua posição no céu.
• 11 horas depois: o Telescópio Óptico Nórdico, nas Ilhas Canárias, registrou o brilho residual da explosão.
• 4 horas depois: o Very Large Telescope (VLT), no Chile, mediu desvio para o vermelho de 7,3, indicando que a luz partiu quando o Universo tinha 5 % da idade atual.
• 1º de julho: o James Webb utilizou sua câmera infravermelha para comprovar que o clarão vinha do colapso de uma estrela massiva e para localizar a galáxia hospedeira.
Luz que chega com atraso cósmico
Por causa da expansão do espaço, o brilho da supernova levou três meses e meio, na percepção terrestre, para atingir o pico luminoso — fenômeno que, em condições normais, duraria poucos dias. A observação detalhada só foi possível graças à sensibilidade infravermelha do Webb, capaz de captar estrelas individuais de uma época em que o Universo era ainda primordial.
Galáxia hospedeira e próximos passos
Embora apareça desfocada nas imagens, a galáxia onde ocorreu GRB 250314A se assemelha a outras estruturas observadas nesse período inicial do cosmos. O espectro da supernova lembra o de explosões atuais, mas a equipe espera encontrar diferenças ligadas à menor quantidade de elementos pesados na época.
Imagem: Internet
O registro bate dois recordes: é a supernova mais distante já vista e um dos poucos surtos de raios gama detectados no primeiro bilhão de anos do Universo. Estudos adicionais deverão comparar esse evento com supernovas de eras posteriores para entender a evolução estelar ao longo do tempo.
Com informações de WizyThec

