Pesquisadores da Universidade Monash, em parceria com a Polícia Federal Australiana, estão testando uma nova ferramenta de inteligência artificial chamada Silverer, criada para atrapalhar a produção de deepfakes e outros conteúdos ilícitos.
O sistema aplica a técnica de envenenamento de dados: ele modifica de forma quase imperceptível imagens e vídeos antes de sua publicação. Caso alguém tente reutilizar esse material em geradores de IA, o resultado aparece borrado, distorcido ou irreconhecível, inviabilizando a manipulação.
Desenvolvida no Laboratório de IA para Segurança Pública e Comunitária (AiLECS), a Silverer está em fase de protótipo há 12 meses sob coordenação da pesquisadora Elizabeth Perry. O nome faz alusão à prata usada em espelhos, sugerindo que a ferramenta cria um “reflexo inútil” para quem tenta explorar as imagens adulteradas.
Entre as aplicações previstas estão a contenção de propaganda extremista, material de abuso infantil e falsificações visuais que utilizam IA. Segundo o comandante Rob Nelson, da Polícia Federal Australiana, os testes iniciais indicam que o recurso pode reduzir o volume de conteúdo fraudulento analisado por investigadores.
Imagem: Summit Art Creatis
Nelson ressalta que a tecnologia ainda é preliminar e que novas tentativas de burlar o método surgirão rapidamente. “Não acreditamos que um único mecanismo vá impedir todo uso malicioso, mas estamos criando obstáculos, como lombadas em uma pista de corrida ilegal”, afirmou.
Com informações de WizyThec

