São Paulo, 22 de novembro de 2025 – O Google negou, nesta sexta-feira (22), que utilize mensagens do Gmail para treinar seu modelo de inteligência artificial Gemini. A empresa respondeu a publicações que viralizaram nas redes sociais e afirmavam que todos os usuários teriam autorizado, por padrão, o acesso a seus e-mails e anexos para fins de treinamento de IA.
O rumor ganhou força após o criador de conteúdo Dave Jones, conhecido como @eevblog no X/Twitter, afirmar que a permissão estaria habilitada automaticamente e indicar um passo a passo para desativá-la nas configurações do Gmail. Segundo Jones, bastaria desligar os “recursos inteligentes” do serviço para impedir o suposto compartilhamento de dados.
Pronunciamento oficial
Em nota enviada ao site The Verge, a porta-voz do Google, Jenny Thomson, classificou as alegações como falsas. “Não alteramos as configurações de ninguém. Os recursos inteligentes do Gmail existem há muitos anos e não utilizamos o conteúdo do Gmail para treinar nosso modelo Gemini AI”, declarou.
O que são os recursos inteligentes
Implementados há anos no Gmail, os recursos inteligentes incluem correção ortográfica, rastreamento de pedidos online, atualização de status de voos e outras funções de automação. Em janeiro de 2025, o Google ampliou o controle do usuário sobre essas ferramentas, permitindo a desativação de personalizações também no Workspace, Maps e Google Wallet.
De acordo com a página de configurações, ao manter os recursos ativos o usuário concorda que o Google Workspace utilize seu conteúdo e atividades para personalizar a experiência. Ainda assim, a empresa reforça que essa permissão não implica no uso dos dados para treinar modelos de IA.
Imagem: eevblog
Com a declaração oficial, o Google tenta encerrar a controvérsia levantada nas redes sociais e assegurar aos usuários que o conteúdo de suas mensagens permanece fora do processo de treinamento do Gemini.
Com informações de WizyThec

