Um estudo publicado na revista Geosphere indica que a falha de San Andreas, na Califórnia, e a zona de subducção de Cascadia, na costa noroeste do Pacífico, estariam “sincronizadas”, elevando o risco de abalos sísmicos de grande magnitude na região.
Interação entre as falhas
Os pesquisadores analisaram sedimentos coletados nas duas formações geológicas e identificaram semelhanças que sugerem conexão entre seus ciclos de atividade. Segundo o trabalho, as placas tectônicas de San Andreas e Cascadia movem-se continuamente em direções opostas, mas ficam travadas nos pontos de contato, acumulando tensão.
Quando a pressão atinge o limite, ocorre um terremoto de megaempuxo capaz de liberar energia superior à de qualquer tremor já registrado. Esse fenômeno poderia desencadear uma reação em cadeia, fazendo com que um abalo em uma das falhas provoque outro na estrutura vizinha.
Risco escalonado
Embora a possibilidade de um tremor desencadear outro não seja novidade, a sincronia entre San Andreas e Cascadia chamou a atenção dos cientistas. O estudo sugere que eventos sísmicos em Cascadia podem, efetivamente, disparar atividades na falha californiana.
A equipe ressalta que, se ocorressem dois megaterremotos em sequência, haveria potencial para danos significativos em áreas densamente povoadas da costa oeste norte-americana. Ainda assim, os autores estimam que o intervalo entre os eventos poderia chegar a dez anos ou mais, sem previsão exata para o próximo grande tremor.
Imagem: Oliverdelahaye
As conclusões reforçam a necessidade de monitoramento contínuo das estruturas tectônicas na região e de planos de preparação para terremotos de grande escala.
Com informações de WizyThec

