Falhas em sequenciadores portáteis da Oxford Nanopore expõem dados genéticos a hackers

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Pesquisadores da Universidade da Flórida revelaram vulnerabilidades graves em sequenciadores portáteis de DNA fabricados pela Oxford Nanopore Technologies. O estudo, publicado na revista Nature Communications, mostrou que hackers podem acessar, copiar ou alterar informações genéticas sem que o operador perceba.

Três brechas identificadas

Os testes apontaram três falhas principais no dispositivo MinION e em seu software de controle. Duas permitem invasão direta, possibilitando roubo ou modificação dos dados de DNA. A terceira abre caminho para ataques de negação de serviço, que paralisam o equipamento e podem fazê-lo parecer defeituoso.

O Cybersecurity and Infrastructure Security Agency (CISA), órgão de ciberdefesa dos Estados Unidos, confirmou os problemas e publicou orientações de atualização. Equipamentos que continuarem com versões antigas ou conectados a redes Wi-Fi inseguras permanecem suscetíveis.

Portabilidade amplia o risco

Por serem pequenos, baratos e fáceis de transportar, os sequenciadores dependem de conexão a um computador externo. Caso o laptop esteja em rede sem proteção ou infectado por malware, o invasor ganha acesso ao dispositivo. O cenário é mais crítico em coletas de campo ou locais com internet pública.

A Oxford Nanopore destina esses aparelhos a pesquisas, não a diagnósticos clínicos. Ainda assim, eles podem processar amostras humanas, aumentando a preocupação com privacidade.

Recomendações de segurança

Os especialistas sugerem:

  • Manter o software do sequenciador sempre atualizado;
  • Evitar redes Wi-Fi públicas ou sem criptografia;
  • Desativar o controle remoto do equipamento quando não for necessário;
  • Garantir que o computador conectado esteja livre de vírus ou ransomware.

Parceria entre tecnologia e biologia

A descoberta resultou da colaboração entre os laboratórios das professoras Sara Rampazzi, especialista em cibersegurança, e Christina Boucher, focada em algoritmos para análise de DNA. A equipe afirma que a bioinformática precisa se aproximar do setor de segurança digital para proteger dados genômicos de forma eficaz.

O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA (NIST) iniciou discussões para criar diretrizes específicas sobre proteção de dados genéticos, destacando a urgência de normas claras para o segmento.

As vulnerabilidades agora conhecidas servem de alerta à comunidade científica sobre a importância de adotar o princípio de “segurança por design” em dispositivos de sequenciamento portátil.

Com informações de WizyThec

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