Estrela a 130 anos-luz é flagrada emitindo jato de plasma inédito fora do Sistema Solar

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Astrônomos confirmaram pela primeira vez a ocorrência de uma ejeção de massa coronal (CME) em outra estrela que não o Sol. O fenômeno foi descrito em artigo publicado nesta quarta-feira, 12 de novembro de 2025, na revista Nature.

A detecção combinou dados do observatório espacial XMM-Newton, da Agência Espacial Europeia (ESA), e do radiotelescópio LOFAR, rede de antenas distribuídas por vários países europeus. O cruzamento das informações permitiu registrar o plasma deixando definitivamente o campo magnético da estrela — algo inédito até então.

Estrela pequena, campo magnético gigante

O objeto estudado é uma anã vermelha situada a cerca de 130 anos-luz da Terra. Com metade da massa do Sol, ela gira 20 vezes mais rápido e apresenta um campo magnético estimado em 300 vezes o solar, características que favorecem erupções intensas.

Segundo os cálculos, o material foi arremessado a aproximadamente 2.400 km/s (cerca de 8,6 milhões de km/h). Apenas 5% das CMEs solares registradas alcançam velocidades tão altas.

Risco para planetas próximos

Corpos celestes que orbitam perto de estrelas do tipo anã vermelha podem ter suas atmosferas arrancadas por eventos como esse. A nova observação reforça a necessidade de considerar o “clima espacial” estelar ao avaliar a habitabilidade de exoplanetas, mesmo quando se encontram na chamada zona habitável.

Equipe internacional

O estudo é liderado por Joe Callingham, do Instituto Holandês de Radioastronomia (ASTRON). Técnicas de análise de rádio foram desenvolvidas por Cyril Tasse e Philippe Zarka, do Observatório de Paris-PSL. Já as medições de raios X ficaram a cargo do doutorando David Konijn, também do ASTRON.

Para Henrik Eklund, pesquisador da ESA, a confirmação abre uma nova fronteira na compreensão de tempestades estelares fora do Sistema Solar. O cientista do projeto Erik Kuulkers destacou que a descoberta demonstra o alcance do XMM-Newton, em operação desde 1999.

Os autores enfatizam que somente a combinação de observações de rádio e raios X tornou possível visualizar o fenômeno completo, estabelecendo um marco na pesquisa sobre como ejeções estelares afetam a evolução de planetas e suas atmosferas.

Com informações de WizyThec

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