Bilionários do Vale do Silício e grandes empresas de tecnologia estão direcionando recursos significativos para pesquisas que pretendem alterar o DNA de bebês ainda durante a gestação. A expectativa é utilizar a edição genética tanto para prevenir doenças graves quanto para selecionar características específicas, tema que vem ganhando espaço na coluna Olhar do Amanhã, publicada nesta terça-feira (12).
Quem está à frente
O neurocientista Álvaro Machado Dias, professor da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), futurista e colunista do WizyThec News, explica que a discussão não gira mais em torno de se a prática acontecerá, mas sim de quando, para quem e dentro de quais limites éticos e regulatórios.
O que está em jogo
As técnicas em desenvolvimento prometem corrigir mutações genéticas ligadas a enfermidades hereditárias e, em um futuro próximo, permitir a escolha de traços físicos ou cognitivos. Esse avanço, segundo os pesquisadores, pode ocorrer “em pouco tempo”, impulsionado pelo volume de investimento privado que continua a crescer.
Próximos passos
Com cada vez mais capital disponível, laboratórios e startups buscam acelerar testes e ensaios clínicos. Paralelamente, governos e agências reguladoras mundo afora começam a discutir normas para estabelecer limites claros sobre quem poderá acessar a tecnologia, como será aplicada e quais critérios de segurança precisarão ser observados.
Para o professor Álvaro Machado Dias, o principal desafio está em equilibrar o potencial terapêutico com questões éticas e de desigualdade social que podem surgir caso a tecnologia se restrinja a grupos com maior poder aquisitivo.
Imagem: Internet
Embora ainda não haja previsão de liberação comercial, especialistas apontam que a implantação das primeiras aplicações clínicas pode ocorrer antes do final da década, caso barreiras regulatórias e técnicas sejam superadas.
Com informações de WizyThec

