A Embraer abriu, na última sexta-feira (17), seu novo escritório no complexo Aerocity, em Nova Délhi, consolidando a presença da companhia no mercado indiano e ampliando a cooperação tecnológica entre os dois países.
Segundo a fabricante brasileira, a unidade atuará como centro operacional para todas as linhas de negócios — Aviação Comercial, Executiva, Defesa & Segurança, Serviços & Suporte e Mobilidade Aérea Urbana. “Estamos comprometidos em levar o melhor da tecnologia e inovação da Embraer para contribuir com o crescimento do setor aeroespacial da Índia e apoiar a ambição do país de se tornar um hub global de aviação”, afirmou o presidente e CEO Francisco Gomes Neto.
O novo espaço vai abrigar equipes de funções corporativas, compras, cadeia de suprimentos e engenharia. A estrutura também facilita o relacionamento com clientes, fornecedores e demais atores do setor, em linha com as políticas indianas Atmanirbhar Bharat e Make in India, que buscam fortalecer a autossuficiência industrial.
Presença de 20 anos no mercado indiano
A atuação da Embraer na Índia começou em 2005, com a entrega dos primeiros E-Jets. Hoje, cerca de 50 aeronaves da empresa, distribuídas em 11 modelos, operam no país, atendendo à Força Aérea Indiana, órgãos governamentais, operadores de jatos executivos e a companhia aérea Star Air. A fabricante também oferece o cargueiro C-390 Millennium para o programa de Aeronaves de Transporte Médio (MTA) da Força Aérea Indiana, negociação que pode se tornar a maior da história da companhia.
Acordos bilaterais impulsionam comércio e defesa
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, participou da inauguração e liderou a assinatura de acordos em tecnologia, defesa e indústria aeronáutica. A comitiva brasileira reuniu representantes de 20 setores.
Durante o encontro, Brasil e Índia definiram um cronograma para ampliar o Acordo de Comércio Preferencial Mercosul-Índia. A meta é elevar o intercâmbio comercial para US$ 15 bilhões em 2025 e US$ 20 bilhões até 2026. Hoje, o tratado cobre 450 categorias de produtos com reduções tarifárias entre 10% e 20%; a negociação pretende ampliar o número de itens contemplados e aprofundar as preferências.
Imagem: braer
Alckmin destacou que a emissão de visto eletrônico para negócios e consultorias, válida a partir da próxima semana, deve facilitar as trocas bilaterais. No setor de petróleo, a Petrobras fechou contrato para exportar mais de 6 milhões de barris à Índia e convidou empresas indianas a participarem da licitação de blocos nas bacias de Campos e Santos, prevista para o próximo ano.
Parceria em vacinas fortalece produção nacional
No mesmo evento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou acordo com a farmacêutica indiana Biological E Limited para cooperação em pesquisa e inovação. O foco é fortalecer as plataformas de vacinas virais e bacterianas da Fiocruz, incluindo o desenvolvimento da vacina pneumocócica 24-valente e a transferência de tecnologia da pneumocócica 14-valente (VPC14). A parceria visa garantir produção nacional e fornecimento ao SUS.
Os projetos integram a estratégia brasileira de ampliar a autonomia na fabricação de imunizantes e reforçar a colaboração entre países do Sul Global.
Com informações de WizyThec

