São Paulo, 23 de outubro de 2025 – A sede costuma ser o primeiro alerta de que o corpo precisa de água, mas nem sempre esse sinal aparece. Pesquisas mostram que, em determinadas condições – como episódios depressivos ou distúrbios que alteram o controle hídrico – a desidratação pode se instalar sem que a pessoa perceba.
Como o organismo regula a sede
O mecanismo da sede é comandado por áreas do cérebro, principalmente o hipotálamo, que detectam mudanças na concentração de sais e no volume de líquidos. Quando o corpo perde cerca de 0,5% do peso corporal em água, o limiar da sede é acionado. Esse impulso pode ser:
Sede verdadeira: persiste até a reidratação total.
Sede falsa: desaparece apenas com o ato de umedecer a boca.
Apesar da eficiência desse sistema, alterações neurológicas, metabólicas ou psicológicas podem impedir que o sinal seja percebido.
Quando a desidratação não provoca sede
Indivíduos com depressão ou estados de apatia tendem a apresentar baixa motivação para tarefas básicas, como beber água. Nesses casos, o corpo reduz ou interrompe os alertas de sede, levando a quadros de desidratação leve ou moderada sem sintomas aparentes.
Efeitos na saúde mental
A falta de água interfere na produção de neurotransmissores, incluindo a serotonina, relacionada ao humor. O resultado pode ser um ciclo negativo: a depressão facilita a desidratação, e a desidratação agrava sintomas como fadiga, irritabilidade e lentidão cognitiva.
Um estudo com 3.000 adultos iranianos revelou que pessoas que bebiam menos de dois copos de água por dia tinham risco significativamente maior de desenvolver sintomas depressivos do que aquelas que consumiam cinco copos ou mais.
Benefícios da hidratação adequada
Manter o corpo bem hidratado favorece:
• Clareza mental e atenção;
• Melhora do humor e redução da ansiedade;
• Aumento da memória de curto prazo;
• Diminuição da fadiga.
Imagem: Yaroslav Olieinikov
Em contrapartida, a escassez de água pode provocar confusão mental, cefaleias, tontura e palpitações.
Estratégias para consumir líquidos regularmente
Especialistas recomendam ingerir pequenas porções de água ao longo do dia, sem esperar a sede chegar. Entre as orientações estão:
• Beber água junto às refeições, substituindo refrigerantes;
• Manter uma garrafa sempre à mão;
• Priorizar frutas e vegetais ricos em água, como melancia, pepino e laranja.
Metade da ingestão hídrica diária pode vir dos alimentos. Preparações comuns, como feijão com arroz, possuem cerca de dois terços de seu peso em água.
As informações deste texto têm caráter informativo e não substituem a orientação de profissionais de saúde. Em caso de dúvidas, procure um médico ou nutricionista.
Com informações de WizyThec

