Uma investigação conduzida pelo Comitê Seleto da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos sobre a China concluiu que companhias chinesas adquiriram cerca de US$ 38 bilhões em equipamentos para fabricação de semicondutores em 2024, mesmo após a adoção de sanções americanas destinadas a limitar esse acesso.
O valor, correspondente a mais de R$ 213 bilhões, foi gasto junto a cinco dos maiores fornecedores globais do setor e representa um aumento de 66% em relação a 2022, ano em que diversas restrições à exportação dessas ferramentas entraram em vigor.
Pressão por fiscalização
Diante das brechas identificadas, o relatório do comitê recomenda que a Casa Branca amplie o controle sobre as exportações e intensifique a vigilância até mesmo entre aliados, como Japão e Países Baixos. Parlamentares afirmam que empresas sediadas nesses países continuam a fornecer equipamentos considerados estratégicos para Pequim.
Medidas já em vigor
Desde 2022, Washington proíbe a China de importar os chips mais avançados, insumos para desenvolver semicondutores próprios, componentes e softwares de origem norte-americana que possam ser usados para erguer fábricas de chips. Cidadãos dos EUA também estão impedidos de prestar qualquer tipo de suporte técnico ou consultoria que favoreça a produção chinesa de semicondutores de ponta.
Competição tecnológica
O comitê alerta que a continuidade dessas vendas aumenta a competitividade da China na manufatura de semicondutores e pode ter impactos de longo prazo sobre direitos humanos e valores democráticos em escala global. Os legisladores classificam o cenário como parte da chamada “guerra dos chips”, na qual os Estados Unidos tentam frear o avanço tecnológico chinês enquanto impulsionam a produção doméstica e projetos de inteligência artificial.
Imagem: Governo dos EUA
Além das restrições diretas, Washington busca bloquear rotas indiretas de fornecimento, acompanhando possíveis remessas que passem por terceiros países antes de chegar ao território chinês.
Com informações de WizyThec

