Brasília, 1º de dezembro de 2025 – O Banco Central colocou em operação o BC Protege+, serviço gratuito que permite a pessoas físicas e jurídicas informar ao Sistema Financeiro Nacional que não desejam a abertura de novas contas vinculadas a seus CPFs ou CNPJs.
Funcionamento do serviço
A ferramenta já está disponível na área logada do Meu BC, acessível com conta gov.br de nível prata ou ouro e autenticação em duas etapas. Ao acionar a proteção, o sistema insere uma marca em sua base de dados, que é obrigatoriamente consultada pelas instituições financeiras antes de concluir a abertura de contas de depósito à vista, poupança ou contas de pagamento pré-pagas, além da inclusão de titulares ou representantes.
Se o bloqueio estiver ativo, o banco é impedido de prosseguir e deve comunicar o cliente. A desativação pode ser feita a qualquer momento e tem efeito imediato, permitindo ao usuário escolher por quanto tempo a suspensão ficará em vigor ou definir data para reativação automática.
Acesso para pessoas físicas e empresas
No caso de pessoas físicas, basta selecionar a opção BC Protege+ dentro do Meu BC para ativar ou desativar a proteção. Para empresas, o procedimento deve ser realizado por sócios, representantes ou colaboradores cadastrados no módulo empresarial do gov.br; todos os CPFs desses responsáveis precisam estar com o bloqueio desabilitado para que a companhia abra nova conta.
Motivação: avanço das fraudes
Dados recentes reforçam a necessidade do serviço. Pesquisa Datafolha indica que aproximadamente um terço dos brasileiros sofreu algum tipo de golpe nos 12 meses até agosto. Já a Serasa Experian identificou quase 7 milhões de tentativas de fraude no primeiro semestre de 2025, alta de 29,5% em relação ao mesmo período de 2024.
Em meio a episódios como a liquidação do Banco Master em outubro, o Banco Central afirma que o BC Protege+ oferece uma camada extra de proteção e estimula as instituições financeiras a reforçarem os procedimentos de verificação de identidade.
Imagem: Divulgação
Consulta ao histórico de pedidos
O usuário pode acompanhar quais instituições consultaram seu CPF ou CNPJ e o motivo da pesquisa diretamente na plataforma, garantindo mais transparência sobre o uso de seus dados.
Segundo Maria Clara Roriz Haag, do Departamento de Atendimento Institucional do BC, a iniciativa “vai ao encontro de uma demanda da sociedade e reforça o compromisso do BC em garantir mais segurança e transparência para os cidadãos”. Ela destaca que o novo sistema não substitui outras práticas de segurança já adotadas pelos bancos.
As instituições financeiras devem utilizar as informações apenas para a finalidade prevista, respeitando as normas de segurança, processamento e eliminação de dados definidas pela legislação vigente.
Com informações de WizyThec

