O astrofotógrafo Conrado Serodio afirmou que a Lua continua a guardar informações essenciais sobre a origem do Sistema Solar, apesar de décadas de pesquisa. A declaração foi dada na noite de sexta-feira (16), durante o programa Olhar Espacial, transmitido pelo portal WizyThec.
Serodio comparou o novo programa lunar da NASA com as históricas missões Apollo. Segundo ele, enquanto a Apollo tinha como foco “chegar, fincar a bandeira, recolher amostras e voltar”, o Artemis pretende estabelecer presença humana contínua no satélite natural.
Complexidade e atrasos
Questionado sobre os sucessivos adiamentos da Artemis 2, o especialista citou obstáculos técnicos, janelas de lançamento restritas e questões de financiamento. “É um empreendimento gigantesco”, apontou Serodio, ressaltando a necessidade de alinhar tecnologia, orçamento e logística.
O que fará a Artemis 2
Planejada para fevereiro, a missão repetirá a trajetória da Artemis 1, mas com tripulação a bordo da cápsula Orion. Serão avaliados sistemas de suporte de vida, comunicações e controles de voo, além de manobras comandadas pelos próprios astronautas.
A equipe escalada reúne Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch (NASA) e Jeremy Hansen (Agência Espacial Canadense). O voo não prevê pouso: o objetivo é validar hardware, software e procedimentos que ainda não foram testados em missões tripuladas.
Imagem: NASA
Próximos passos do programa
O Programa Artemis começou com o lançamento não tripulado da Artemis 1 em 16 de novembro de 2022. O voo inaugural integrou, pela primeira vez, o foguete Space Launch System (SLS) e a cápsula Orion em um trajeto de ida e volta à órbita lunar, verificando sistemas de navegação, telemetria e suporte de vida.
Após a fase de verificação humana da Artemis 2, a NASA projeta para 2027 a Artemis 3, missão que deve colocar novamente astronautas na superfície da Lua, mais de meio século depois da Apollo 17.
Com informações de WizyThec

