Mercúrio entra em conjunção solar superior nesta quarta-feira, 21 de janeiro, às 13h (horário de Brasília). Nesse alinhamento, o planeta ficará praticamente sobre a mesma linha de visão do Sol, desaparecendo do céu por algumas semanas devido ao intenso brilho solar.
Fenômeno ocorre a cada 116 dias
Segundo o guia astronômico In-The-Sky.org, esse alinhamento acontece uma vez a cada ciclo sinódico de Mercúrio — intervalo de 116 dias necessário para que o planeta retorne à mesma posição relativa ao Sol quando observado da Terra.
No ponto mais próximo do Sol, Mercúrio ficará a apenas 2°03’ de arco de separação, distância angular insuficiente para ser visto a olho nu. Durante esse período, o planeta deixa de ser visível tanto ao amanhecer quanto ao anoitecer.
Quando Mercúrio volta a aparecer?
De acordo com Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON), o planeta volta ao campo de visão no início de fevereiro. Em torno de 10 de fevereiro, Mercúrio deverá estar a cerca de 15° do Sol, podendo ser observado por alguns minutos no horizonte oeste logo após o pôr do sol.
Planeta atinge maior distância da Terra
Quase simultaneamente ao retorno visual, o planeta alcança o apogeu, ponto mais distante da Terra, chegando a 1,42 unidade astronômica — cerca de 213 milhões de quilômetros. Essa distância faz com que Mercúrio pareça ainda menor no céu, caso seja observado com instrumentos.
Cauda e condições extremas
Observações da NASA mostram que Mercúrio possui uma tênue atmosfera composta por oxigênio, hidrogênio, hélio, potássio e sódio. Quando excitados pela luz solar, esses átomos formam uma cauda luminosa que se estende para longe do planeta. Além disso, Mercúrio enfrenta temperaturas extremas que variam de 430 °C no lado iluminado a -180 °C no lado noturno.
Imagem: Andrei Armiagov Shutterstock. Edição Olhar Digital
Rochoso e coberto de crateras, o menor planeta do Sistema Solar é ligeiramente maior que a Lua e, segundo estudos recentes, continua passando por um processo de encolhimento, cuja extensão ainda é tema de debate científico.
Com o término da conjunção solar superior nas próximas semanas, a expectativa dos astrônomos é que Mercúrio volte a brilhar discretamente no céu noturno, inaugurando uma nova temporada de observação para quem acompanha os fenômenos celestes.
Com informações de WizyThec

