Uma ejeção de massa coronal lançada pelo Sol alcançou o campo magnético terrestre na segunda-feira, 19 de janeiro, gerando uma tempestade geomagnética classificada como G4, uma das categorias mais severas na escala utilizada pelos cientistas. O fenômeno teve origem em uma explosão solar de classe X1.9, a mais intensa, e levou cerca de 24 horas para percorrer os 147 milhões de quilômetros que separam o Sol da Terra.
O impacto resultou em auroras boreais visíveis muito além das regiões polares. No norte de Portugal, moradores de Bragança, Vila Pouca de Aguiar e Grândola registraram o espetáculo. Relatos semelhantes vieram de áreas no sul dos Estados Unidos, além de Alemanha, Hungria, China e Canadá. As luzes adotaram tons de verde, vermelho e magenta, cores incomuns em latitudes tão baixas.
De acordo com especialistas, a tempestade alcançou nível S4 de radiação solar, patamar não observado desde 2003. Esses episódios ocorrem quando a energia acumulada em manchas solares é liberada de forma repentina, lançando plasma e partículas carregadas no espaço. Desta vez, a nuvem de partículas chegou à Terra em uma orientação que facilitou a penetração no campo magnético, potencializando os efeitos.
Além do espetáculo visual, eventos desse porte podem afetar satélites, sistemas de GPS e redes elétricas. Por isso, operadores de infraestrutura crítica mantêm monitoramento constante. A expectativa é de que a tempestade se enfraqueça ao longo desta terça-feira, 20 de janeiro, mas novas auroras ainda são possíveis se o vento solar permanecer instável.
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Com informações de WizyThec

