O governo do Reino Unido abriu, nesta semana, uma consulta pública para discutir medidas mais rigorosas de proteção à infância no ambiente digital. Entre as possibilidades em análise está a proibição total do acesso de crianças e adolescentes menores de 16 anos a redes sociais, iniciativa inspirada no modelo já adotado pela Austrália.
A proposta integra um pacote mais amplo de ações. O plano prevê o reforço da proibição do uso de celulares em sala de aula, com fiscalização do órgão regulador Ofsted, e a elaboração de orientações oficiais sobre tempo de tela dirigidas a pais e responsáveis.
A consulta avalia três frentes principais:
- Banimento completo de redes sociais para menores de 16 anos;
- Elevação da idade mínima para consentimento digital, considerada baixa por parte dos parlamentares britânicos;
- Ajustes no design das plataformas, limitando recursos como rolagem infinita que estimulam o uso prolongado.
O primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que “nenhuma opção está fora da mesa”. Antes de decidir, o governo pretende analisar dados internacionais e resultados obtidos na Austrália, onde a proibição entrou em vigor no fim de 2025. Ministros britânicos devem viajar ao país para coletar informações adicionais.
A proposta, contudo, enfrenta questionamentos. Pesquisadores e organizações de proteção à infância ouvidos pela BBC argumentam que ainda há poucas evidências de que um veto etário isolado seja eficaz. Eles defendem a combinação de verificação de idade mais rígida, redução da exposição a conteúdos nocivos e programas de educação digital.
Imagem: Towfiqu ahamed barbhuiya
O período de consulta pública servirá para reunir contribuições de especialistas, educadores, pais e empresas de tecnologia antes da formulação de um eventual projeto de lei.
Com informações de WizyThec

