Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Berna apresentou a evidência mais contundente até agora de que Marte já hospedou um vasto oceano que cobria boa parte do hemisfério norte há cerca de 3 bilhões de anos.
Alinhamento de depósitos sedimentares
A equipe analisou Depósitos Frontais de Escarpa (SFDs) situados em Coprates Chasma, segmento do sistema de cânions Valles Marineris. Todos os depósitos encontravam-se entre −3.750 m e −3.650 m de altitude, formando uma linha horizontal considerada típica de níveis d’água estáveis, semelhante a uma antiga linha costeira.
Profundidade e extensão
Segundo o principal autor, Ignatius Argadestya, a lâmina d’água dentro do cânion poderia atingir até 1 km de profundidade. Extrapolado para as planícies setentrionais, o dado aponta para uma inundação que cobria todo o hemisfério norte marciano.
Método transferido da Terra
Os cientistas aplicaram técnicas de sedimentologia comuns em estudos terrestres. “Isso nos permite transportar conceitos desenvolvidos aqui para outros planetas”, explicou o coautor Fritz Schlunegger.
Próximos passos
O grupo pretende investigar a composição mineral desses depósitos usando dados das sondas ExoMars Trace Gas Orbiter e Mars Express (ESA), além da Mars Reconnaissance Orbiter (NASA). Os resultados foram publicados na revista npj Space Exploration.
Imagem: Internet
A confirmação de um oceano estável reforça a hipótese de que Marte possuía condições propícias ao surgimento da vida, ainda que hoje seja um ambiente árido e desértico.
Com informações de WizyThec

