Uma revisão publicada em 2024 analisou 21 estudos clínicos e concluiu que a suplementação com curcumina – principal composto ativo da cúrcuma (Curcuma longa) – reduziu marcadores inflamatórios como proteína C-reativa (PCR), fator de necrose tumoral alfa (TNF-α) e interleucina 6 (IL-6), além de melhorar o estresse oxidativo e a função endotelial.
Os resultados foram corroborados por uma meta-análise listada no PubMed que reuniu dezenas de ensaios clínicos randomizados. O trabalho confirmou a queda dos mesmos marcadores inflamatórios e detectou aumento da capacidade antioxidante do organismo em participantes que utilizaram suplementos de curcumina.
Uso tradicional ganha respaldo científico
Presente há séculos na medicina popular asiática, a cúrcuma volta a chamar atenção de pesquisadores pelas propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes. O interesse científico destaca como o consumo regular da especiaria pode auxiliar na modulação de processos inflamatórios cotidianos.
Formas de consumo
No dia a dia, a cúrcuma é utilizada em pó, raiz fresca, cápsulas ou cultivada em vasos domésticos. Segundo os estudos revisados, a versão em pó é a alternativa mais acessível, enquanto a raiz fresca concentra maior potencial terapêutico. As cápsulas oferecem doses padronizadas, mas exigem orientação profissional.
Além do uso em temperos, a especiaria aparece em chás e bebidas conhecidas como “leite dourado”. Especialistas apontam que a incorporação do ingrediente à rotina alimentar é simples e de baixo custo, favorecendo o consumo regular.
Imagem: inteligência artificial
As evidências reunidas até o momento indicam que a curcumina pode atuar como coadjuvante no controle de inflamações sistêmicas, embora mais pesquisas sejam necessárias para definir doses ideais e populações-alvo.
Com informações de WizyThec

