2025 soma três operações de resgate após astronautas ficarem retidos em órbita

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2025 ficou marcado por uma série de incidentes que deixaram tripulações espaciais temporariamente sem meio seguro de retorno à Terra. Ao longo do ano, duas missões norte-americanas e uma chinesa precisaram de planos de contingência para resgatar astronautas presos em suas estações orbitais.

Starliner: missão de oito dias virou estadia de 286

Os norte-americanos Sunita Williams e Butch Wilmore, da NASA, decolaram em 5 de junho de 2024 no primeiro voo tripulado da cápsula Starliner, da Boeing, com previsão de passar uma semana na Estação Espacial Internacional (ISS). Vazamentos de hélio e falhas em cinco dos 28 propulsores impediram a partida.

Sem a nave em condição de reentrada, a dupla permaneceu a bordo da ISS por 286 dias. Em março de 2025, ambos retornaram no interior de uma cápsula Dragon da SpaceX, pousando com segurança no Golfo da Flórida, onde até um grupo de golfinhos “recepcionou” a tripulação.

O contratempo levou a NASA a renegociar o acordo de 2014 com a Boeing: dos seis voos tripulados previstos, apenas quatro agora estão garantidos; os dois restantes ficaram como opcionais, dependentes da necessidade operacional da ISS.

Reabilitação física intensiva

Após longas estadias em microgravidade, os astronautas sofrem inchaço na cabeça, perda de densidade óssea e enfraquecimento muscular. Para mitigar esses efeitos, a NASA mantém um programa de reabilitação de 45 dias, iniciado no próprio dia do pouso, com sessões diárias de duas horas e acompanhamento da equipe Astronauta Força, Condicionamento e Reabilitação (ASCR).

Falha na Shenzhou-20 isola tripulação chinesa

Em 6 de novembro de 2025, um fragmento de lixo espacial atingiu a escotilha da cápsula chinesa Shenzhou-20, acoplada à estação Tiangong, causando rachadura que inviabilizou a reentrada. Sem veículo de fuga, os astronautas tiveram de aguardar a chegada da Shenzhou-21 para retornar.

A Shenzhou-21 havia atracado em 31 de outubro para iniciar troca de tripulações. Com o acidente, a cápsula acabou usada pelo grupo anterior, que aterrou em 14 de novembro. Enquanto isso, os integrantes originais da Shenzhou-21 permaneceram na estação até a cápsula Shenzhou-22 levar um novo veículo de retorno.

O episódio expôs vulnerabilidade nos protocolos chineses, que tradicionalmente mantêm ao menos uma nave pronta para evacuação emergencial.

Os três incidentes de 2025 reforçaram a importância de redundâncias, naves reserva e planos de contingência nas operações de voos tripulados, mesmo após décadas de experiência orbital.

Com informações de WizyThec

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