O YouTube informou que deixará de compartilhar suas estatísticas musicais com a Billboard nos Estados Unidos. A decisão, válida depois de 16 de janeiro de 2026, é uma reação direta à nova metodologia adotada pela publicação para calcular suas paradas.
Segundo a Billboard, o modelo atualizado privilegia reproduções pagas em detrimento das gratuitas. A partir dos rankings divulgados em 17 de janeiro de 2026, 1.000 streams pagos ou 2.500 streams com anúncios passarão a equivaler a uma unidade de álbum, estabelecendo uma proporção de 2,5 para 1 a favor de assinaturas.
Em nota publicada em seu blog, o YouTube classificou a fórmula como “desatualizada” e defendeu que todas as execuções deveriam ter o mesmo peso, independentemente de serem oriundas de planos pagos ou gratuitos. A plataforma argumenta que a distinção ignora a forma como boa parte do público consome música atualmente.
Com a interrupção do fornecimento de dados, visualizações no YouTube deixarão de influenciar listas como a Billboard 200 e a Hot 100. Especialistas do setor avaliam que o movimento pode impactar artistas e gravadoras, mas também enxergam a medida como uma possível estratégia de negociação, em vez de um rompimento definitivo.
Imagem: Robert Way
A Billboard justifica a alteração ressaltando que as assinaturas representam parcela crescente da receita da indústria fonográfica norte-americana, responsável hoje por 84% do faturamento do setor.
Com informações de WizyThec

