A Waymo, divisão de veículos autônomos da Alphabet, está acelerando os ensaios em clima de inverno para que seus robotáxis operem com segurança em cidades frias como Boston, Nova York e Washington, D.C.
Até agora, a empresa concentrou o serviço comercial em regiões de clima seco e quente, como Phoenix e Los Angeles. O avanço para a Costa Leste depende de a frota lidar com neve e gelo, cenários que complicam a leitura de placas, faixas de rolamento e afetam o desempenho de sensores.
“Este inverno será muito importante para nós”, afirmou Robert Chen, responsável pelo produto de clima da Waymo. Segundo ele, dominar a neve é fundamental para oferecer o serviço durante todo o ano, e não apenas nos meses de tempo favorável.
A neve representa um dos maiores obstáculos para a direção autônoma. “O aprendizado de máquina pode ter dificuldades com placas de pare parcialmente cobertas”, explicou Phil Koopman, especialista da Universidade Carnegie Mellon.
Para reduzir riscos, a Waymo utiliza sensores redundantes — câmeras, radar e lidar — e recorre à inteligência artificial para compensar a baixa quantidade de dados de neve, que soma menos de 5% do total coletado até agora.
Os testes já ocorrem em pontos como Michigan, Denver e Seattle. A sexta geração do software de condução, batizada de Waymo Driver, foi projetada para lidar com gelo, sensores congelados e visibilidade quase nula.
Imagem: Michael Vi
No hardware, a empresa instalou limpadores mecânicos e aquecedores nos sensores, além de sistemas que permitem que os veículos troquem informações em tempo real sobre trechos escorregadios.
“Dirigir autonomamente já é difícil. Com neve, torna-se um desafio ainda maior”, reconheceu Chen.
Depois de consolidar operações em Arizona e Califórnia, a Waymo mira a expansão para os grandes centros urbanos da Costa Leste, dependendo do sucesso dos testes neste inverno.
Com informações de WizyThec

