A Volkswagen informou nesta sexta-feira, 31 de outubro, que todos os veículos desenvolvidos e fabricados na América do Sul ganharão versões híbridas a partir de 2026. O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa na unidade da montadora em São Bernardo do Campo (SP).
O plano abrange híbridos leves, convencionais e plug-in. Para viabilizar o projeto, a empresa contratou linhas de crédito de R$ 2,3 bilhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Investimentos e metas
Segundo Ciro Possobom, CEO da Volkswagen do Brasil, a meta é “democratizar o acesso à eletrificação”, oferecendo versões eletrificadas em toda a gama vendida na região. A companhia prevê aplicar R$ 20 bilhões na América do Sul até 2028, valor destinado principalmente ao desenvolvimento de modelos híbridos, a sistemas avançados de assistência ao condutor (ADAS) e à conectividade veicular.
O anúncio contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Mercadante ressaltou que o incentivo à inovação é prioridade da política industrial do governo, enquanto Alckmin destacou a importância dos recursos de segurança automotiva para redução de acidentes.
Primeiro híbrido flex no Brasil
A montadora confirmou que o primeiro híbrido flex baseado na plataforma MQB37 sairá da linha de produção da fábrica de Anchieta no próximo ano. O modelo, que combinará motor elétrico e propulsor a etanol, ainda não foi divulgado, mas a expectativa do mercado é de que seja o Nivus, já produzido na mesma planta.
Imagem: Volkswagen
Com o novo plano, a Volkswagen pretende iniciar em 2026 uma etapa de transição energética em todos os países sul-americanos onde mantém operações de engenharia e montagem.
Com informações de WizyThec

