Vídeo reúne 25 anos de observações da supernova de Kepler em apenas 40 segundos

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Um clipe de 40 segundos apresentado nesta semana na 247ª reunião da Sociedade Astronômica Americana mostra a evolução da supernova de Kepler (SN 1604) ao longo de um quarto de século. O material foi compilado por Jessye Gassel, estudante de pós-graduação da Universidade George Mason, a partir de registros do Observatório de Raios X Chandra, da NASA.

A explosão estelar foi vista pela primeira vez em outubro de 1604 pelo astrônomo Johannes Kepler, que observava a constelação de Ofiúco a partir de Praga. O brilho intenso tornou o objeto o mais luminoso do céu noturno à época e permaneceu visível a olho nu durante o dia por mais de três semanas.

Depois de desaparecer da visão humana, o remanescente da supernova só voltou a ser identificado em 1941. Desde então, diversos telescópios, incluindo o Chandra, acompanham sua expansão. Os dados acumulados nos últimos 25 anos permitiram a criação do vídeo, que revela a interação dos detritos da explosão com material previamente lançado ao espaço.

Supernova do tipo Ia

Os pesquisadores acreditam que a SN 1604 tenha sido uma supernova do tipo Ia, fenômeno que ocorre quando uma anã branca acumula matéria de uma estrela companheira até atingir um limite crítico e explodir. Registros históricos de Europa, China, Coreia e do mundo árabe descrevem um brilho compatível com esse tipo de evento, embora existam indícios de características incomuns.

Brian Williams, do Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA e responsável pelas observações mais recentes com o Chandra, reforça a importância de investigar esses fenômenos: “As supernovas e os elementos que elas espalham pelo espaço são fundamentais para o nascimento de novas estrelas e sistemas planetários. Entender em detalhes como esses eventos ocorrem é essencial para reconstruirmos a nossa própria história cósmica”.

O vídeo divulgado por Gassel contribui para ilustrar a dinâmica desse processo e serve de base para novos estudos sobre a origem dos elementos pesados e a evolução das galáxias.

Com informações de WizyThec

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