Vídeo de míssil chinês abatendo meteoro é considerado falso por especialistas

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Especialistas em astronomia apontam que o vídeo que viralizou nas redes sociais mostrando um míssil da China supostamente destruindo um meteoro não retrata um objeto espacial, e sim um alvo militar usado em testes de defesa. A análise foi apresentada na noite de sexta-feira, 3 de outubro, durante o programa Olhar Espacial, transmitido ao vivo no canal da WizyThec no YouTube.

O divulgador científico Rafael Martins, conhecido como “O Astronauta Urbano”, estudou diferentes versões do mesmo registro publicadas no Weibo Video. Em uma delas, filmada de outro ângulo, é possível ver um artefato sendo lançado a partir do solo, fazendo uma trajetória em arco antes de ser atingido. “Isso confirma que o corpo interceptado não é um meteoro vindo do espaço, mas um equipamento militar de treinamento”, explicou Martins.

Proporções e velocidade incompatíveis

Meteoros que cruzam a atmosfera podem viajar entre 11 km/s e 74 km/s, velocidade que hoje nenhuma tecnologia de propulsão consegue alcançar, destacou o astrônomo Marcelo Zurita, também apresentador do Olhar Espacial. Além disso, a comparação de tamanhos no vídeo sugere um projétil gigantesco em relação ao objeto interceptado, algo improvável para um míssil operacional.

“Um míssil com capacidade de alcançar algo nessa velocidade ainda está além do que a ciência permite”, afirmou Zurita. Segundo ele, embora pesquisas sobre sistemas de defesa planetária avancem, não existe atualmente armamento capaz de neutralizar um meteoro em pleno ar.

Perigo da desinformação

Martins observou que vídeos falsos costumam ganhar força justamente pelo caráter espetacular. “As pessoas se sentem atraídas pelo inusitado. O problema é que essa curiosidade pode ser explorada por quem quer enganar ou aplicar golpes”, disse. Para o divulgador, conteúdos enganosos podem abalar a confiança do público na ciência.

Os especialistas recomendam cautela na hora de compartilhar gravações extraordinárias e defendem a verificação de fontes confiáveis antes de se concluir que a tecnologia atual já permite interceptar rochas vindas do espaço.

Com informações de WizyThec

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