O verão começa oficialmente neste domingo, 21 de dezembro, às 12h03, e os meteorologistas já adiantam: a estação tende a registrar temperaturas acima do normal e volume de chuva abaixo da média em grande parte do Brasil.
Fator dominante: Alta Pressão Subtropical do Atlântico Sul
Sem a influência direta de El Niño ou La Niña, o clima do país será condicionado principalmente pela Alta Pressão Subtropical do Atlântico Sul (ASAS). Esse sistema atmosférico, localizado entre o Brasil e a África, posiciona-se mais próximo do continente neste verão, funcionando como bloqueio que inibe a formação de nuvens carregadas e favorece períodos prolongados de tempo firme.
A neutralidade no Pacífico — prevista para prevalecer após o enfraquecimento de um episódio residual de La Niña até o fim de janeiro — abre espaço para a atuação mais intensa da ASAS. O resultado é um verão com menos dias de chuva contínua e maior sensação de abafamento.
Impacto nas precipitações
Os modelos apontam chuvas abaixo da média em boa parte do território nacional, mas os efeitos variam conforme a região:
- Norte e Nordeste: a faixa que vai do Pará ao Ceará, além de áreas do interior do Maranhão e do Piauí, concentra o maior déficit previsto de precipitações.
- Sul e segmentos do Sudeste — como sul e leste de São Paulo, Sul de Minas Gerais e sul do Rio de Janeiro — podem registrar volumes próximos ou ligeiramente acima do normal.
- Em Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima e no norte do Amapá, a expectativa também é de acumulados dentro ou acima da média histórica.
Veranicos e possíveis ondas de calor
Com o bloqueio atmosférico reforçado, aumenta a chance de veranicos — sequências de dias muito quentes e praticamente sem chuva. No Sul e em partes do Centro-Oeste, especialmente na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, esses períodos podem evoluir para ondas de calor, com temperaturas persistentemente elevadas.
Temperaturas em alta
Praticamente todo o país deve sentir um verão mais quente que o normal. O Sul figura como área de atenção especial para calor prolongado, cenário que também deve pressionar o consumo de água e energia, justamente em uma estação com chuvas menos regulares.
Imagem: Fábio Rodrigues-Pozzebom
Apesar da tendência de precipitações irregulares, temporais localizados continuam previstos para janeiro e fevereiro, porém de forma pontual e sem a regularidade típica do período.
A combinação de calor intenso, chuvas mal distribuídas e possíveis veranicos reforça a importância de monitoramento constante e planejamento no uso de recursos hídricos e energéticos ao longo da estação.
Com informações de WizyThec

