O teste nuclear Divider, realizado pelos Estados Unidos em 23 de setembro de 1992, desencadeou um tremor de magnitude 4,4 no deserto de Nevada, a menos de 160 quilômetros de Las Vegas. A detonação marcou o fim da série de oito experimentos da Operação Julin e permanece como o último ensaio atômico conduzido pelo país.
Detonação subterrânea
A bomba foi posicionada em um poço com mais de 400 metros de profundidade e liberou energia estimada em 5 quilotons — cerca de um terço da potência do artefato lançado sobre Hiroshima em 1945.
Suspensão dos testes
Embora não tivesse sido concebido para encerrar a atividade nuclear norte-americana, o Divider foi seguido por mudanças políticas. Pouco mais de uma semana depois da explosão, o então presidente George H. W. Bush assinou um memorando que suspendeu novos testes subterrâneos por nove meses, permitindo até 15 detonações adicionais até setembro de 1996.
Em 1993, o recém-empossado Bill Clinton prorrogou a suspensão por tempo indeterminado. Três anos depois, dezenas de países firmaram o Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBT). Os Estados Unidos assinaram o documento, mas o texto nunca foi ratificado pelo Congresso.
Retomada anunciada por Trump
Nesta semana, o presidente Donald Trump afirmou em suas redes sociais que os Estados Unidos voltarão a realizar testes com armas nucleares, citando os programas da Rússia e da China como motivação. Segundo o republicano, o processo começará imediatamente.
Imagem: Brian Jas
No total, os Estados Unidos já efetuaram 1.054 testes nucleares ao longo de sua história.
Com informações de WizyThec

