Uber inicia teste que permite passageiras escolherem motoristas mulheres no Brasil

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A Uber lançou um projeto-piloto no Brasil que oferece às passageiras a possibilidade de priorizar motoristas mulheres. O teste, anunciado nesta segunda-feira (28), será implementado gradualmente em Piracicaba, Uberlândia, Curitiba, Campinas, São José dos Campos, Ribeirão Preto e Campo Grande.

Segundo a diretora-geral da empresa no país, Silvia Penna, a medida reforça o compromisso da plataforma com a segurança feminina. “Sabemos que segurança é um trabalho que nunca termina, mas temos um compromisso com as mulheres”, afirmou.

Três formatos disponíveis

O piloto será oferecido em três modalidades para atender diferentes necessidades das usuárias:

  • Reserve Mulheres Motoristas – opção disponível no Uber Reserve, que permite agendar corridas com pelo menos 30 minutos de antecedência. Estará ativa em todas as sete cidades do teste.
  • Preferência das Mulheres – configuração no menu Perfil/Preferências de Viagem que prioriza uma motorista mulher em corridas do UberX. Caso não haja disponibilidade próxima, o pedido é redirecionado automaticamente para o condutor mais próximo.
  • Mulheres Motoristas – botão exibido na tela inicial para corridas imediatas. Se o tempo de espera for longo, o aplicativo pergunta se a usuária prefere aguardar ou solicitar o motorista mais próximo. Esta opção, por enquanto, será testada apenas em Piracicaba.

Números da participação feminina

No Brasil, apenas 8% dos motoristas cadastrados na Uber são mulheres. De acordo com a companhia, esse contingente aumentou 160% nos últimos anos, impulsionado pelo recurso U-Elas — lançado em 2019 para permitir que condutoras recebam apenas passageiras.

Violência afeta mobilidade das mulheres

Estudo dos institutos Locomotiva e Patrícia Galvão, com apoio técnico da ONU Mulheres e da Uber, aponta que 81% das brasileiras já sofreram algum tipo de violência durante deslocamentos urbanos. Entre os episódios relatados, 69% envolvem olhares insistentes ou cantadas e 35% importunação ou assédio sexual.

Mulheres em situação de risco podem ligar para a Central de Atendimento à Mulher — telefone 180 —, serviço gratuito e disponível 24 horas, inclusive por WhatsApp: (61) 9610-0180.

Com informações de WizyThec

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