A Trump Media & Technology Group, proprietária da rede social Truth Social, divulgou nesta quinta-feira (18) um acordo de fusão avaliado em aproximadamente US$ 6 bilhões com a TAE Technologies, companhia norte-americana que desenvolve reatores de fusão nuclear e conta com apoio de investidores como Google e Chevron.
Objetivo é construir primeira usina de fusão comercial
Em comunicado conjunto, as empresas informaram que a nova entidade pretende erguer a primeira usina de energia de fusão em escala comercial do mundo. A promessa contrasta com o estágio atual da tecnologia, que ainda não alcançou viabilidade comercial em nenhum país.
Condições financeiras do negócio
O acordo será realizado integralmente por meio de troca de ações. A Trump Media garante à TAE acesso a um aporte estimado em US$ 300 milhões — valor correspondente a pouco mais de 10% do valor de mercado da companhia de mídia, cuja origem não foi detalhada. Após o anúncio, as ações da Trump Media registraram forte valorização.
Situação das empresas
Fundada na década de 1990, a TAE Technologies desenvolve reatores de fusão e mantém apoio técnico e financeiro no Vale do Silício. Já a Trump Media reportou prejuízo de US$ 55 milhões no último trimestre e depende intensamente da projeção política do ex-presidente Donald Trump.
Participação acionária de Trump
Donald Trump transferiu sua fatia acionária para um fundo fiduciário administrado pelo filho, Donald Trump Jr., permanecendo como beneficiário final.
Prazos questionados por especialistas
O diretor-executivo da TAE, Michl Binderbauer, declarou que uma usina comercial poderia entrar em operação em cerca de cinco anos. Muitos cientistas do setor, contudo, calculam que a meta só seja factível em até três décadas, alimentando o ceticismo em torno do cronograma.
Imagem: rafapress
Possíveis incentivos públicos
Analistas destacam que a união pode facilitar o acesso a subsídios federais, empréstimos governamentais e autorizações regulatórias, num contexto politicamente sensível e juridicamente complexo nos Estados Unidos.
Por enquanto, as empresas não divulgaram detalhes sobre cronograma de integração nem sobre a localização da eventual planta de fusão.
Com informações de WizyThec

