São Francisco (EUA) – A presidente do conselho da Tesla, Robyn Denholm, enviou nesta segunda-feira (27 de outubro) uma carta aos acionistas pedindo apoio ao pacote de remuneração de US$ 975 bilhões destinado ao CEO Elon Musk para os próximos dez anos. Segundo a executiva, manter Musk à frente da companhia é decisivo para os projetos de direção autônoma e de robôs humanoides.
Risco de saída de Musk
Denholm alertou que a Tesla pode perder “tempo, talento e visão” caso não garanta um plano de incentivo capaz de motivar o fundador. Musk já havia ameaçado deixar o comando da empresa se não obtivesse maior controle e recompensas financeiras proporcionais às metas propostas.
O que está em jogo
O pacote inclui 423 milhões de ações adicionais, que elevariam a participação de Musk de 13% para 25% no capital da Tesla. Para receber o montante, ele terá de cumprir metas como:
- elevar o valor de mercado da companhia de US$ 1 trilhão para mais de US$ 8 trilhões em dez anos;
- entregar 20 milhões de veículos e 1 milhão de robôs humanoides;
- atingir 10 milhões de assinaturas do sistema FSD de direção assistida;
- colocar 1 milhão de robotáxis em operação comercial.
Oposição crescente
Desde que a proposta foi apresentada em setembro, analistas, sindicatos e órgãos de governança corporativa manifestam resistência. Um grupo de investidores enviou carta no início de outubro recomendando voto contrário, citando dependência excessiva de Musk e falta de independência do conselho. Na semana passada, sindicatos e entidades de fiscalização lançaram o site Take Back Tesla para mobilizar votos contra o plano, mencionando o envolvimento do executivo com movimentos políticos de direita e teorias da conspiração.
Votação em 6 de novembro
Os acionistas decidirão sobre o pacote salarial e a recondução dos conselheiros Ira Ehrenpreis, Joe Gebbia e Kathleen Wilson-Thompson na reunião anual marcada para 6 de novembro. Denholm também defende a permanência desse trio, criticado por opositores por ter vínculos pessoais com o CEO.
Imagem: Jathan Weiss
A discussão ocorre em meio a resultados considerados frustrantes e a declarações recentes de Musk, que voltou a cobrar maior poder de decisão para ampliar a produção do robô humanoide Optimus.
Com informações de WizyThec

