A Tesla começou a distribuir a versão 14 de seu sistema de condução autônoma, o Full Self-Driving (FSD), mas os primeiros relatos de motoristas indicam problemas recorrentes e ganhos menores do que o projetado pela montadora.
Segundo dados compilados por usuários, cada intervenção humana ocorre, em média, a cada 732 milhas (aprox. 1.178 km). A expectativa de Elon Musk era dobrar a marca anterior de 400 milhas (aprox. 644 km) para algo entre 800 e 1.200 milhas (1.287–1.931 km). Para viabilizar operação totalmente autônoma, especialistas calculam a necessidade de ao menos 10 mil milhas (cerca de 16 mil km) entre falhas.
Principais falhas relatadas no FSD v14.1.4
Alucinações de estrada: o veículo pára no acostamento sem motivo aparente, confundindo luzes de seta com sirenes de emergência.
Frenagens bruscas: o carro aplica e solta os freios em sequência, gerando movimentos abruptos.
Desativação repentina: em alguns casos, o sistema é desligado por completo durante a condução.
Excesso de velocidade: o retorno do modo “Mad Max” faz o automóvel exceder amplamente os limites permitidos.
A Tesla não publica estatísticas oficiais sobre o desempenho do FSD e se apoia em relatos de condutores e bancos de dados colaborativos. Musk já compartilhou publicamente parte dessas informações.
Além dos problemas técnicos, cresce a pressão de órgãos reguladores, sobretudo pelo comportamento do modo “Mad Max”, após vídeos mostrarem veículos passando de 145 km/h em vias públicas.
A empresa promete liberar novas correções dentro da série 14, mas analistas consideram improvável que o FSD opere sem supervisão ainda em 2025.
Com informações de WizyThec

