A SpaceX, de Elon Musk, está prestes a firmar um acordo de aproximadamente US$ 2 bilhões (cerca de R$ 11,5 bilhões) com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos para construir a constelação de satélites que sustentará o “Domo de Ouro”, escudo antimísseis anunciado pelo presidente Donald Trump no início de 2025. A informação foi divulgada pelo Wall Street Journal.
Rede com até 600 satélites
O segmento espacial do programa, batizado de air moving target indicator, prevê até 600 satélites capazes de localizar em tempo real mísseis e aeronaves hostis, enviando dados instantâneos a sistemas de interceptação. A SpaceX foi escolhida para liderar essa etapa graças à experiência adquirida com a Starlink e à capacidade de lançar lotes de satélites em ritmo acelerado.
Preocupações com dependência
Apesar da vantagem competitiva da empresa sobre gigantes tradicionais como Lockheed Martin e Northrop Grumman, o destaque de Musk na área de defesa levanta dúvidas dentro do Pentágono e no Congresso. Autoridades temem que a forte participação de um único fornecedor reduza a concorrência, eleve custos e concentre poder nas mãos do bilionário.
Maior projeto militar da gestão Trump
Anunciado em maio de 2025, o Domo de Ouro foi inspirado no sistema israelense Domo de Ferro. A proposta combina sensores espaciais, radares terrestres e interceptadores de alta precisão, criando uma barreira capaz de neutralizar mísseis de Estados como China, Rússia, Coreia do Norte e Irã. O investimento total aprovado em julho, dentro de um pacote de gastos sancionado por Trump, é estimado em US$ 175 bilhões, embora análises independentes apontem que somente a parte espacial possa alcançar US$ 542 bilhões nos próximos 20 anos.
Outros contratos com a SpaceX
O envolvimento da SpaceX no Domo de Ouro amplia a presença da companhia em programas estratégicos de defesa. A empresa já participa do Milnet, dedicado a comunicações militares sigilosas, e de uma segunda rede de observação de veículos terrestres. Para reduzir a concentração de fornecedores, o Pentágono também contratou Boeing, Palantir, Anduril e York Space Systems em outras vertentes do novo escudo.
Imagem: Findaview
A expectativa do governo é colocar o sistema em operação até 2029, último ano do segundo mandato de Trump, mas especialistas apontam desafios técnicos e orçamentários para cumprir o cronograma.
Com informações de WizyThec

