Dermatologistas brasileiros alertam que o hábito de esfregar o corpo com bucha — vegetal ou sintética — pode trazer mais malefícios do que benefícios à pele. O objeto poroso, constantemente úmido, favorece a proliferação de microrganismos e está associado a pelo menos sete problemas de saúde.
1. Proliferação de bactérias
Pesquisas identificam a Pseudomonas aeruginosa como uma das bactérias mais comuns nas fibras da bucha. O microrganismo utiliza as células mortas que ficam presas no acessório como alimento e encontra, na umidade do banheiro, condições ideais para se multiplicar. A exposição repetida eleva o risco de infecções, sobretudo em peles sensíveis ou lesionadas.
2. Infecções cutâneas e fúngicas
O ambiente favorável ao crescimento de fungos facilita a ocorrência de micoses e dermatites infecciosas. Sem higienização adequada, a bucha pode provocar foliculite e outras inflamações que exigem acompanhamento médico.
3. Contaminação cruzada
Compartilhar o mesmo item com outras pessoas amplia a transferência de bactérias, fungos e vírus de pele, como o HPV. Dermatologistas recomendam que cada indivíduo tenha sua própria bucha — ou, preferencialmente, abandone o acessório.
4. Microlesões na pele
O atrito constante, especialmente das versões mais ásperas, causa pequenas fissuras na superfície cutânea. Essas portas de entrada facilitam infecções e inflamações, podendo agravar quadros existentes.
5. Ressecamento excessivo
A fricção remove a camada lipídica natural responsável por reter água e proteger contra agentes externos. Como resultado, a pele fica mais seca, perde elasticidade e torna-se suscetível a irritações.
6. Dermatite de contato
Material sintético de baixa qualidade ou resíduos acumulados na bucha podem desencadear reações inflamatórias. Os sintomas incluem vermelhidão, coceira e ardência, sobretudo em pessoas com tendência a alergias.
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7. Erosões e sensibilidade
O desgaste repetitivo pode provocar erosões superficiais, levando a descamação e sensibilidade exagerada ao toque ou a produtos de higiene.
Cuidados recomendados
Para quem não abre mão do acessório, os especialistas sugerem:
- Guardar a bucha fora do box, em local seco e arejado;
- Higienizar com solução de água sanitária a 5% ou colocar no micro-ondas por 20 segundos após o uso;
- Substituir a cada duas ou três semanas ou ao notar alteração de cor, odor ou textura.
Médicos, contudo, reforçam que a limpeza do corpo pode ser feita apenas com as mãos e sabonete suave. Alternativas como luvas antibacterianas, esfoliantes naturais (açúcar, sal ou aveia) ou escovas de cerdas macias que secam rapidamente também são citadas como opções mais seguras.
Com informações de WizyThec

