Com a popularização de lâmpadas conectadas, alto-falantes inteligentes e eletrodomésticos capazes de executar comandos sem intervenção direta, cresce também a preocupação com a proteção de dados. Especialistas apontam que falhas em equipamentos de Internet das Coisas (IoT) podem abrir caminho para invasões e vazamento de informações pessoais. Confira seis ações simples que ajudam a blindar a residência conectada.
1. Adote o padrão WPA3 no roteador
O WPA3 é o protocolo de segurança mais recente para redes sem fio e é compatível com roteadores Wi-Fi 6E e Wi-Fi 7. Ele utiliza criptografia de ponta e dificulta a interceptação de tráfego. Caso nem todos os dispositivos aceitem o WPA3, vale criar redes separadas ou habilitar modos mistos (WPA2/WPA3) para manter aparelhos mais antigos conectados sem comprometer a proteção.
2. Mantenha software e firmware atualizados
Atualizações rotineiras corrigem vulnerabilidades descobertas após o lançamento do produto. Sempre que possível, habilite o download automático de novas versões ou verifique manualmente a existência de patches de segurança nos menus de configuração.
3. Troque usuários e senhas padrão
Fabricantes costumam enviar dispositivos com credenciais genéricas, facilmente encontradas na internet. Crie combinações fortes, exclusivas para cada aparelho, e considere o uso de gerenciadores de senhas para armazená-las com segurança.
4. Ative a autenticação em dois fatores
O duplo fator adiciona uma camada extra de proteção, exigindo um segundo código — enviado por app, SMS ou gerador — além da senha. Dessa forma, mesmo que a combinação principal seja descoberta, o acesso indevido fica mais difícil.
5. Desligue recursos que não estão em uso
Funções como assistente de voz e sincronização na nuvem aumentam a superfície de ataque. Quando não forem necessárias, desative as opções de escuta contínua e o armazenamento online de dados para reduzir riscos.
Imagem: Funtap
6. Considere uma solução de controle offline
Plataformas como o Home Assistant permitem gerenciar luzes, sensores e eletrodomésticos localmente, sem depender de servidores externos. O processamento interno impede que informações pessoais circulem pela internet, oferecendo maior privacidade.
Ao combinar essas práticas, o morador diminui as chances de exposição a ataques virtuais e garante que a conveniência da automação doméstica não venha acompanhada de surpresas indesejadas.
Com informações de WizyThec

