Secretário de Guerra dos EUA é alvo de investigação por enviar dados sigilosos pelo Signal

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O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, está sendo investigado pelo inspetor-geral do Pentágono depois de usar o aplicativo Signal para compartilhar informações ultrassecretas sobre operações militares no Iêmen.

Erro expôs grupo de autoridades a jornalista

A apuração ganhou projeção em março, quando um jornalista da revista The Atlantic foi adicionado por engano a um grupo no aplicativo onde eram discutidos detalhes de um bombardeio contra os rebeldes Houthis. As mensagens, enviadas antes da ofensiva, citavam horários de ataque e número de aeronaves envolvidas.

Ferramenta não é autorizada para comunicações sigilosas

De acordo com o relatório divulgado nesta quinta-feira (4), Hegseth utilizou um smartphone pessoal e um canal “não aprovado e não seguro” para veicular dados sensíveis do Departamento de Defesa. O documento aponta “risco potencial de comprometimento” das operações e destaca que o governo norte-americano dispõe de sistemas próprios para trocas de caráter confidencial.

Reações no Congresso e na Casa Branca

A revelação provocou reação imediata no Capitólio. Parlamentares de ambos os partidos pressionam a Casa Branca, e parte da oposição pede a demissão de Hegseth e do conselheiro de Segurança Nacional, Mike Waltz. O presidente Donald Trump e o próprio secretário minimizaram o episódio, alegando que nenhuma informação classificada foi divulgada. Mesmo assim, Trump ordenou que a segurança do Signal seja reavaliada para possíveis usos governamentais.

Participantes do grupo e conteúdo das conversas

Segundo a The Atlantic, além de Hegseth e Waltz, o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio também integravam o grupo. Entre os diálogos relatados, Vance observou que apenas 3% do comércio dos EUA passa pelo Canal de Suez, contra 40% do fluxo europeu, e comentou: “Eu apenas odeio salvar a Europa de novo”. Hegseth respondeu: “Compartilho totalmente do seu desprezo pelos aproveitadores europeus. É PATÉTICO.”

A investigação, iniciada em abril, segue sob responsabilidade do inspetor-geral do Pentágono, Steven Stebbins, que possui autonomia para determinar eventuais violações de protocolo.

Com informações de WizyThec

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