Quem: Sam Altman, CEO da OpenAI
O que: Gira internacional para fechar acordos de fornecimento de semicondutores e captar recursos bilionários
Quando: outubro de 2025
Onde: Taiwan, Coreia do Sul, Japão e Emirados Árabes Unidos
Por quê: necessidade de ampliar a capacidade de processamento e financiar a expansão da empresa
Corrida por capacidade tecnológica
Altman abriu a viagem em Taiwan, onde se reuniu com a TSMC e a Foxconn para garantir prioridade na produção de semicondutores. Em seguida, esteve na Coreia do Sul, fechando parcerias com Samsung e SK Hynix para dobrar a oferta global de memória de alta performance. A expectativa é de que a OpenAI precise de até 900 mil wafers por mês, volume muito superior à disponibilidade atual.
Infraestrutura e energia no Japão
No Japão, Altman acertou com a Hitachi o fornecimento de equipamentos de transmissão e distribuição de energia para futuros data centers. A empresa também negocia ser uma das primeiras a receber os sistemas Rubin, nova geração de hardware da Nvidia prevista para 2026.
Imagem: Agency
Captação no Golfo
A etapa nos Emirados Árabes Unidos concentra-se em levantar capital junto a fundos soberanos como MGX e Mubadala, além da parceira local G42. Parte dos recursos pode financiar o Stargate, megacentro de dados planejado para Abu Dhabi.
Números da OpenAI
A OpenAI alcançou US$ 500 bilhões em valor de mercado, superando a SpaceX e tornando-se a startup mais valiosa do mundo. A venda recente de US$ 6,6 bilhões em ações para investidores como SoftBank e T. Rowe Price reforçou a confiança no negócio. Mesmo assim, a companhia registrou receita de US$ 4,3 bilhões no primeiro semestre de 2025 e projeta prejuízo anual de US$ 8,5 bilhões, mantendo pressão por novas fontes de financiamento.
Altman tenta, assim, assegurar suprimento de chips e capital para sustentar o ritmo de pesquisa, desenvolvimento e expansão de data centers que alimentam o crescimento do ChatGPT e de outros produtos de inteligência artificial da OpenAI.
Com informações de WizyThec

