Restos de satélites, foguetes e outros equipamentos fora de operação, conhecidos como lixo espacial, estão aumentando a probabilidade de colisão com aeronaves comerciais. De acordo com o site Space, ao menos uma nave ou parte dela reentra na atmosfera da Terra todas as semanas.
A maior parte desse material se desintegra devido ao calor e à velocidade na reentrada. Entretanto, fragmentos que resistem podem variar desde partículas microscópicas até peças do tamanho de tanques de propelente. Qualquer um deles, se atingir um avião, pode provocar um acidente.
Estudos apontam crescimento do perigo
Pesquisa publicada na revista Nature em janeiro de 2025 — intitulada “O fechamento do espaço aéreo devido à reentrada de objetos espaciais” e assinada por Ewan Wright, Aaron Boley e Michael Byers — indica que aeroportos de países como os Estados Unidos enfrentam até 26% de chance de ter voos expostos a detritos espaciais durante alguns períodos.
Outro estudo, conduzido em 2020 por William H. Ailor, projeta que, até 2030, a probabilidade de qualquer voo comercial colidir com lixo espacial pode chegar a 1 em 1.000. O risco se torna mais relevante à medida que cresce tanto o número de voos quanto a quantidade de objetos em órbita.
Mesmo fragmentos pequenos representam perigo, especialmente para motores a jato, da mesma forma que a presença de cinzas vulcânicas já comprovou ser arriscada para aviões.
Episódios recentes
Em novembro de 2022, a Espanha fechou parte de seu espaço aéreo devido à reentrada não controlada de destroços de um foguete chinês Long March 5B, que carregava cerca de 20 toneladas. O material queimou antes de atingir o solo, mas o incidente serviu de alerta.
Imagem: Internet
No verão de 2025, fragmentos de uma nave da SpaceX atravessaram a atmosfera e levaram vários países europeus a suspender operações aéreas temporariamente.
Buscando soluções
Segundo Benjamin Virgili Bastida, engenheiro de sistemas de detritos espaciais da Agência Espacial Europeia, pesquisadores tentam definir qual é o limite aceitável de risco para aviação. Entre as estratégias discutidas estão reduzir a quantidade de lixo que atinge altitudes de cruzeiro e melhorar a previsão de horários e rotas seguras para voar.
Com informações de WizyThec

